Saber

Aparte

Não quero mais ver
faz doer
a cabeça, o coração
nao quero mais não…

Não quero ver nem sentir
mas nada me consegue impedir
não sou cego nem surdo
mas não aguento este mundo
cruel, injusto
eu fujo
mas não consigo
sair deste perigo, deste corpo
preferia estar morto…
a sério, a sério
é demais
não consigo mais
saber demais, ver demais ouvir demais
saber
saber
quem me dera não poder
saber
a verdade é dura
e pesada, não dá para aguentar
eu quero partilhar
esta dor, este peso, esta dor
vai explodir
preciso beber, preciso consumir
preciso esquecer
mas nunca pára de doer
o alívio nao vem
mas quem, quem me pode ajudar?
Mãe, Pai , vocês vão me perdoar
mas não consigo aguentar
é o fim.

Tu

Cá estou eu
Sozínho outra vez
Eu quero-te, mas tu nao vês

 

Eu já te falei
E sabes bem o que vai cá dentro
Mas mesmo assim não me ajudas
A acalmar este sentimento

 

Já não sofro como antes
É certo
Mas continuas tão longe
Mesmo aqui tão perto

 
Tenho de mudar
Mas o quê não sei
Tens de me ajudar
De me ignorar, até pensei
Em não te falar mais
mas não é soluçao
Porque não consigo enganar
O meu coração
Nem adianta tentar
 

Amigos

Não tenho nada pra escrever
Mas isso não quer dizer
Que não tenha nada pra fazer
Tenho andado ocupado,
E não ando inspirado.

As emoções
Que me fazem escrever
Estão satisfeitas, por assim dizer
A solidão que me faz enlouquecer
Começou lentamente a desaparecer.

Tenho-me concentrado em cada momento
E não divagado com o meu pensamento.
Acho que isso me tem ajudado a ser feliz
Coisa que eu sempre quis.

Passear e falar com amigos
Abrir o meu coração
Era o que eu precisava
Para esquecer a depressão
E expulsar a escuridão.

Não posso ficar em casa
Sem nada para fazer
Pois já sei que vou enlouquecer
Pensar no que passou e no que está pra vir
Reflectir
Sem chegar a nenhuma conclusão.
E é isso que me causa depressão.

Mas agora estou melhor.
E espero que assim vá durar
Há coisas que ainda quero mudar
Mas lentamente.
Não posso pensar demasiado
Senão fico doente.
Ás vezes ando irritado
E tenho que ser mais paciente.

Tenho gente à minha volta
Que me ajuda a viver
É por eles que continuo a escrever
E é a eles que quero agradecer.

Quero-lhes dizer o quanto eles me fazem falta.
O quanto adoro estar com essa malta.
O quanto preciso dessa amizade
E o quanto aprecio que me digam a verdade.

O quanto valorizo os minutos e as horas
As esperas, as demoras
As discussões ao sabor de uma Imperial
As agressões sem magoar, ou fazer mal.

O quanto é bom ouvir sinceridade
O quanto é bom sentir amizade
O quanto sabe bem sentir a confiança
Rir, e sentir que sou criança.

Eles sabem quem são
Eles sabem que não preciso falar
Eles sabem ler as entrelinhas
Na minha forma de me expressar.

As palavras às vezes não chegam
Para expulsar o que me vai aqui dentro.
Mas eu tento.
Só espero que eles percebam