Homem

Sou uma falha como homem.
Nao consigo proteger ninguém
Não tenho nada nem ninguém.
Não sou ninguém.

Não sou um exemplo
Sou fraco
Sou um velhaco
E estou a perder o meu tempo.

Não estou a construir nada
Não estou a seguir uma estrada
A minha vida está parada
Não deixo nada para o futuro
Não tenho nada para dar
Assim ninguém me vai aceitar.

Sou burro.
Não sei usar palavras
Sinto-me usado
Apaixonado?
Não. Já estive. Não estou
O tempo passou.
E nao tenho ninguém
Não sou ninguém
Não consigo proteger ninguém.

Ninguém me aceita
Não sei bem porquê
Não sou uma pessoa perfeita
As manhãs, as noites
A pensar porquê
Ando a fazer tudo errado
E isso deixa-me preocupado
Irritado
Angustiado

Eles são amigos? Não sei.
Nem sei se saberei
Ou eu sou parvo
Um idiota
A criar esperança
Como uma criança…

Eu já devia saber…
Mas não sei mais o que fazer, nem como fazer

Família.. família
É isso que eu quero?
É isso o que eu preciso?
Não, não é isso.

Sexo? Amor?
Talvez.
Talvez assim seja feliz
É o que o meu cérebro diz
Talvez

Quero mudar, o quê, não sei, nem faço ideia
Tenho de arriscar?
Não sou capaz.
Não sou nem homem nem rapaz
Sou um inútil
Conhece-me, e verás

Quero ser forte,
E sentir-me amado
Já nem a poesia serve de algo
Quero explodir
Mas não sei para onde ir

Sou uma nódoa
Sou um falhanço
Acho que só me quero sentir amado
Só quero sentir os lábios
De alguém que me ama
Que partilhe a mesma cama

Que me acaricia, me beija
E mais que não seja
Me dê um abraço
Me trate com atenção.

Mas não.

Não tenho ninguém
Não sou ninguém
Não consigo proteger ninguém
Sou um fraco, um velhaco…
Sou uma merda
Não tenho nada para oferecer
Nada a ensinar
Mas também nada a perder

Não pertenço a lado nenhum
Sou um,
Mas sou zero
Não quero,
Não quero mais
Dói-me a cabeça
Quero fugir, e que não apareça
Quero que o meu corpo arrefeça
Debaixo da terra

Uns dizem-me que sou jovem
Que tenho muito para viver
Mas já não sei o que fazer
Que caminho percorrer
Nem o que quero ser
E não sei como vou saber…

Tenho tanto para aprender…
sinto que sou chato
deprimente, e aborrecido
e faz sentido
Só pode ser isso

Sinto-me lixo.
Não tenho nada para dar
Nem me consigo reciclar
Há coisas que quero alcançar
Mas… tenho medo de arriscar

Estou parado, congelado
E acho que isto vai durar
Como? Mas como?
Vou para outra cidade?
Onde nao conheço ninguem?
Serei na mesma um fraco
Isso eu sei bem
Preciso de viajar, mas com quem?

Amigos? Amigas? Não
Não os tenho. Eles têm mais alguém
E eu não
Só eu e a solidão
E as paredes do meu quarto.
Estou farto.

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